Maria Eduarda - Vai que cola

 Meu nome é Maria Eduarda estou no primeiro ano A do ensino médio e foi falar sobre o filme “vai que cola”. Sou suspeita para falar desse filme, pois eu adoro o Paulo Gustavo. Já assisti ao programa 220 Voltz (que também virou espetáculo) e ao Hiperativo. Quem acompanha o trabalho do ator, sabe que ele tem um jeito escrachado e espontâneo de dizer o que muitas pessoas pensam, mas têm medo de falar. E, por favor, não confunda essas características com arrogância ou, até mesmo, nariz empinado. Estou falando isso, pois nos filmes (Minha Mãe É Uma Peça, Os Homens São de Marte), também vemos essa essência do Paulo em seus personagens. Desta vez, ele incorpora Valdomiro Lacerda, um rapaz de boa pinta do Leblon, que vê sua vida de ponta cabeça após sofrer um grande golpe de seu ex-sócio Andrade (Márcio Kieling). Ao se mudar para a pensão de Dona Jô (Catarina Abdalla), no Méier, bairro localizado no subúrbio do Rio de Janeiro, ele passa a entregar quentinhas pela vizinhança e a conviver com figuras hilárias e extravagantes da pensão: o zelador Ferdinando (Marcus Majella), a filha de dona Jô, Jéssica (Samantha Schmutz), Terezinha (Cacau Protásio), Máicol (Emiliano D’Ávila), Velna (Fiorella Mattheis) e o eletricista Wilson (Fernando Caruso).  A situação de Valdomiro muda ao recuperar sua cobertura. Porém, quando a pensão é interditada pela Defesa Civil, toda a galera passa a morar no Leblon.

Além dos diálogos exagerados e recheados de piadas, o que chama mais atenção no filme é a narração de Paulo Gustavo. Entre uma cena e outra, o próprio personagem descreve o que vai acontecer e ainda aponta os “erros” do filme. Por exemplo, quando a trama entre Valdomiro e Andrade começa, o ator vira para a câmera e avisa: “Olha lá, já vai começar a traminha do filme. Detesto isso”. Em outra cena, ao sair do carro e se deparar com um monte de gente na calçada, ele fala: “Sai da frente, gente. Pra que tanto figurante em cena, sendo que eu sou o protagonista e todos vão olhar só pra mim”. Ele também brinca com o fato de ter que sempre se vestir de mulher, nunca ter a oportunidade de fazer um filme com o Fernando Meirelles e os erros de continuação entre a cena anterior e a atual. Essa fórmula é formidável, pois o filme, além de brincar com cenas clichês hollywoodianas (como sequestrar um cara e roubar a sua roupa para espionar alguém), faz uma autocrítica, tirando essa responsabilidade do espectador.


A história é simples e não há nenhuma dificuldade em sua compreensão. Quem não acompanha a série Vai Que Cola, no Multishow, não se preocupe, pois isso não irá interferir no entendimento na trama.

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